Bispo Alexandre Rodrigues Metello
Teólogo, Missiólogo,
Pedagogo, Advogado, Professor de Português-Literatura,
Filósofo, Sociólogo, Historiador, Psicanalista e Psicoterapeuta.
A PROSPERIDADE É BÍBLICA E ESTÁ NA HISTÓRIA DO PROTESTANTISMO
Nesta lição, vamos considerar um tema muito polêmico em nossos dias. A tal da Teologia da prosperidade, seria ela bíblica ou não? Deus deseja a nossa prosperidade ou consente com a nossa miséria? Por que o Protestantismo é considerado mais próspero do que o catolicismo? Por que países colonizados por países protestantes avançaram mais financeiramente do que países colonizados por países católicos?
I – A PROSPERIDADE NA PALAVRA DE DEUS
Causa-me tristeza quando ouço pastores pregando contra a prosperidade, haja vista que, tanto o Antigo Testamento como o Novo Testamento tratam do tema, apresentando bases sólidas para crermos em nossa prosperidade. A começar pelo livro de Gênesis, lemos que Deus pôs o primeiro casal no éden, um jardim com tudo de bom, lá não havia escassez nem falta de algum fruto ou de quaisquer coisas. A prosperidade vem de Deus, leia: “E o Senhor fez brotar da terra toda árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal” (Gênesis 2:9). Um grande contraste se nos apresenta no livro de Êxodo, capítulo 1º, verso 14, apura: “E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dura servidão, em barro e tijolos, e com todo o trabalho no campo; e com todo o seu serviço, em que os obrigavam com dureza”. Analogicamente, pode-se dizer que em Gênesis, no éden, Deus fez brotar tudo de bom, mesmo sem muito esforço para o primeiro casal, apesar de terem que lavrar e guardar o jardim. Porém, em Êxodo, Israel, apesar de ser potencialmente um povo produtivo, estava produzindo para outros comerem, estava vivendo na escravidão e servidão. Produzia, mas não consumia o produto de seu trabalho. O nome disso é escassez. Veja, a prosperidade está ligada à liberdade, enquanto que a escassez está ligada à escravidão. Tanto é assim que, quando o povo hebreu foi liberto do Egito, a Palavra de Deus diz que os filhos de Israel despojaram aos egípcios, no sentido de restituição pelo tempo de escravidão, conforme está escrito, considera: “Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme à palavra de Moisés, e pediram aos egípcios joias de prata, e joias de ouro, e roupas. E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, e estes lhe davam o que pediam; e despojaram aos egípcios” (Êxodo 12:35,36). Para quem não sabe, o despojamento é uma ação que ocorre quando um povo vence a outro numa guerra, de sorte que, pode-se dizer que os egípcios se viram derrotados por Deus, e não puderam negar a entrega de qualquer coisa aos hebreus, como está posto no verso 38, do indigitado capítulo, os hebreus saíram também com muito gado. Salienta-se que, isso veio da mão de Deus. A prosperidade é coisa de Deus. Certamente, o Senhor não quer que seu povo viva no sufoco.
II – A PROSPERIDADE É COISA DE DEUS
As pessoas confundem muito quando leem que o diabo ofereceu os reinos do mundo ao Senhor, e isso seria indício de que Deus não aceita a prosperidade. Perceba uma coisa, o diabo ofereceu o que não era e não é dele. O livro de Ester, a guisa de exemplo termina com a seguinte elocução, verbis: “Porque o judeu Mardoqueu foi o segundo depois do rei Assuero, e grande entre os judeus, e estimado pela multidão de seus irmãos, procurando o bem do seu povo, e proclamando a prosperidade de toda a sua descendência”.(Ester 10:3). Amados, eu quero a prosperidade da minha descendência, e ela proclamarei, e você? Sinceramente, eu não sei o que algumas pessoas têm na cabeça ao falarem que Deus é contra a prosperidade? Pois, a Palavra de Deus está cheia de textos apontando para a prosperidade do povo de Deus. Recordo-me que tive que ler na Faculdade de Sociologia o livro de Max Weber, intitulado “A ética protestante e o espírito capitalista”, daí passei a entender o porquê de os países que foram colonizados por protestantes se tornaram os mais prósperos do mundo, em detrimento dos países católicos. Vale dizer, Max Weber era ateu, quer dizer, possuía uma visão neutra, e analisou e concluiu como sociólogo e economista alemão que o protestantismo contribuiu para o progresso e prosperidade mundial, haja vista que, o catolicismo sempre teve uma visão de exploração e usurpação de terras, afinado com os países colonizadores, cuja política era apenas de exploração e não de produção. Isso posto, a explicação está em que, enquanto o catolicismo pregava a proliferação de ordens mendicantes (franciscanos, dominicanos, agostinianos e carmelitas), sob a mentira de que ele seria contra a usura (ou seja, usura como acúmulo de capital), ao reverso, João Calvino e Martinho Lutero pregavam a produção laborativa, a honestidade e a ajuda aos pobres. Entende a diferença? Enquanto a igreja católica ficava rica e o povo pobre, pois pregava a pobreza, inversamente, o protestantismo pregava a riqueza para tirar outras pessoas da pobreza. O povo protestante prosperava e tirava os seus irmãos da pobreza. A igreja protestante prospera a partir da prosperidade dos membros, que reconhecem o que Deus faz por eles, e por conseguinte são gratos a Deus e contribuem para o crescimento da obra de Deus. Já o catolicismo adotou a postura de apropriadora de bens alheios, chegava nas terras colonizadas, como por exemplo, o que fez no Brasil, e se apropriava. Os católicos não podiam ser ricos, só a igreja. Isso é um dado histórico importante. Alinha-se que, aqui não estou defendendo posturas políticas ideológicas, de direita ou de esquerda, mas apenas trazendo um dado histórico importante.
III – A PROSPERIDADE É FRUTO DE UMA PARCERIA COM DEUS
Frente às declarações acima expendidas, cumpre observar que a tradição judaico-cristã, baseia a sua prosperidade, primeiramente na história dos patriarcas. Primeiramente, a Bíblia diz que Abraão foi um homem muito próspero, conforme está escrito: “E era Abrão muito rico em gado, em prata e em ouro”. (Gênesis 13:2), e afirma-se que a sua prosperidade decorria de sua fidelidade a Deus, como está escrito: “E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.” (Gênesis 14:20). Especialistas afirmam, e eu também me filio a esse pensamento que, Abraão prosperou, porque era absolutamente fiel a Deus. Nesse texto, ele entrega ao sumo-sacerdote Melquisedeque (que personifica a pessoa do Senhor Jesus Cristo) o dízimo de tudo. Depois, o filho de Abraão, chamado Isaque, seguiu com os pés sobre a mesma calçada que o pai, e, também procurou ser fiel a Deus na entrega do dízimo de tudo, conforme está escrito em Gênesis 28, verso 22, perceba: “E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo”. Isaque, também se tornou muito rico, por sua fidelidade a Deus (Gênesis 26:13). Não se obsta que o texto é de clareza solar, Isaque como o pai, foi fiel a Deus no dízimo de tudo. Assim, Jacó neto de Abraão também prosperou, e José que era o seu bisneto, nem se fala, tornou-se governador de todo o Egito. Todavia, aqueles que não entendem a importância do que a Palavra de Deus ensina, como por exemplo, o que se aprende sob o lume das palavras de Salomão, compreenda: “‘Honra ao Senhor com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos’.E se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares”. (provérbios 3:9,10). Sim, aqueles que não entendem essas verdades palpitantes e inafastáveis, infelizmente, vivem o que está disposto no livro do profeta Ageu, capítulo 1º, agasalha: “Agora, assim diz o Senhor dos Exércitos: "Vejam aonde os seus caminhos os levaram.Vocês têm plantado muito, e colhido pouco. Vocês comem, mas não se fartam. Bebem, mas não se satisfazem. Vestem-se, mas não se aquecem. Aquele que recebe salário, recebe-o para colocá-lo numa bolsa furada". Assim diz o Senhor dos Exércitos: "Vejam aonde os seus caminhos os levaram! Subam o monte para trazer madeira. Construam o templo, para que eu me alegre e nele seja glorificado", diz o Senhor. "Vocês esperavam muito, mas, para surpresa de vocês, acabou sendo pouco. E o que vocês trouxeram para casa eu dissipei com um sopro. E por que fiz isso? ", pergunta o Senhor dos Exércitos. "Por causa do meu templo, que ainda está destruído, enquanto cada um de vocês se ocupa com a sua própria casa. Por isso, por causa de vocês, o céu reteu o orvalho, e a terra deixou de dar o seu fruto”. Queridos, que Deus nos ajude a sermos fiéis a Ele, sobretudo no cumprimento de seu mandamento, desenhado em alto relevo em Malaquias, capítulo 3º, versos 8-10, abraça: “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação.Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos”.
De seu conservo, Bispo Alexandre R. Metello.