GÊNESIS 24
A importância de ter a benção de Deus em tudo.
Objetivo geral:
Ensinar sobre a importância de ter a benção de Deus em tudo.
Objetivos específicos:
1 - Demonstrar que a velhice não se confunde com a velhez;
2 – Ensinar sobre o compromisso espiritual e moral na entrega do dízimo a Deus, e o dízimo como fonte de proteção e benção. Pensar na contribuição de Aristóteles com liame no escrito paulino e do Senhor Jesus.
3 – Discutir sobre a importância do pacto e a dicção: “colocar a mão por debaixo da coxa”;
4 – Defender a importância do casamento cristão de acordo com a canonicidade apresentada na Bíblia, apontando aspectos do casamento endogâmico e casamento exogâmico.
INTRODUÇÃO:
Inicialmente é necessário nos debruçar sobre o que está apresentado no verso 1º do citado capítulo 24 para vermos que, exsurge uma peculiaridade da vida de Abraão que deve ser tomada de “empréstimo” para as nossas vidas. Sendo assim, vejamos: “Abraão, já velho, tinha sido abençoado por Deus em tudo”. Isso me faz pensar sobre o que aprendi com a Filosofia que procura avidamente discrepar velhice que, tem aspecto cronológico (consequência temporal em nossa anatomia humana), de velhez que traz aspecto psicológico (consequência do entourecimento, ou seja, embrutecimento mental).
I – A BENÇAO DE DEUS EM TUDO
Apesar de “tudo” ser definido como um pronome indefinido pela língua portuguesa, há quem diga que o tudo desvela a forma de dar contorno de absoluto. Permitam-me o neologismo, o tudo ocorre quando Deus “absolutiza”. À vista disso, vale considerar que Abraão recebeu a benção in totum (quer dizer em sua totalidade) porque também foi fiel a Deus em tudo. A tudificação (mais um neologismo) decorre da fidelidade que Abraão manifestou precedentemente. Como tenho dito, de acordo com a ciência dos lógicos, antes do consequente temos o antecedente. A forma que Deus abençoou a Abraão tem espeque em sua fidelidade a Deus, conforme se pode ler em Gênesis 14, verso 20, como já vimos em lição anterior, Melquisedeque que no diálogo das fontes bíblicas (Gênesis e Hebreus), pode ser entendido como o Senhor Jesus Cristo em seu estado de manifestação prévia, recebeu de Abraão o dízimo de tudo. Gize-se: “Abraão deu o dízimo de tudo”. Na mesma calçada, devo dizer que, ao longo da minha vida, aprendi com o meu saudoso pai, desde tenra idade, que o dízimo é a chave que abre os segredos da prosperidade financeira. O que é dízimo de tudo? Se recebo valores de duas ou três fontes devo dizimar de todas elas. Se recebo o meu décimo terceiro, devo dizimar do décimo terceiro, se recebo valores extras devo dizimar de todos os extras que recebo. Isso é dizimar de tudo. Bom, foi isso que aprendi dos meus professores desde sempre. O dízimo é um compromisso espiritual com Deus e um compromisso moral com a igreja. E de acordo com Malaquias dízimo é proteção e benção (Malaquias 3:9, 10). Sobre esse assunto emergiu na minha mente uma lembrança do que ensinou Aristóteles que tem a ver com que Paulo ensinou sobre a avareza, apontando que a avareza é um estado idolátrico, ou seja, uma idolatria voltada para o dinheiro, e o que a Teologia Neotestamentária com base no que o Senhor Jesus Cristo ensinou chama de Mamonismo (adorador de Mamon: deus do dinheiro ou da fortuna: deusa da grana ou da “venturosidade”). Bom Aristóteles disse que a pessoa pode ser agente da liberalidade ou do seu contrário, avareza, (se for liberal fará coisas pequenas e boas), também pode ser agente da magnanimidade (fará coisas grandes) ou do seu contrário mesquinhez, e por fim, pode ser agente da magnificência (fará coisas excelentes) ou do seu contrário miséria. A igreja pode se unir, e se ela se unir fará coisas excelentes!
Noutra calçada, impende dizer que Abraão estava ainda com uma preocupação, qual seja, o futuro de seu filho, pois que, ele já senil precisava deixar o seu filho seguro, bem casado, com a vida definida. Indaga-se: Qual é o pai que não quer bem ao seu filho? O Senhor Jesus Cristo ensinou sobre o amor divino (Agápe) fazendo analogia com o amor paterno (LC 11:11) nos seguintes termos:
“Qual o pai dentre vós que, seu filho lhe pedir pão lhe dará pedra? Se lhe pedir peixe lhe dará uma serpente? E, se lhe pedir ovo lhe dará um escorpião?”
Face ao exposto, sabe-se que, via de regra, os pais querem o melhor para os seus filhos, porém, existem exceções em que se percebem transtornos afetivos, os quais atraem disputas incabíveis entre pais e filhos, ou até mesmo descaso ou desprezo ou rejeição. Máxime em casos em que existe envolvimento com bebidas, tóxicos e drogas afins. De posse da preocupação com o futuro, Abraão chamou Eliézer (mordomo mais velho e de confiança que cuidava de tudo na casa de Abraão) e pediu que ele lhe fizesse um juramento. Penso, como é bom ter gente fiel ao nosso lado! Gente à qual podemos depositar confiança.
II - O JURAMENTO
A respeito do juramento, alguns bons intérpretes afirmam que o texto apresenta um eufemismo, pois que quando se colhe: “Põe a tua mão agora debaixo da minha coxa” (V. 2). A tradução “coxa” vem do vocábulo hebraico “Yreki” que significa “coxa”, extremidade, extremo, a parte posterior, com base nisso há quem diga que pode coxa significar “testículo”. Não sei se isso é verdade, se é verdade, o eufemismo acontece desde a origem textual, veja, desde a fonte da dicção no próprio hebraico, pois que o tradutor, nesse caso, foi absolutamente fiel ao texto hebraico, trazendo uma tradução literal. Então, nesse caso, os intérpretes que defendem se tratar de “testículo”, estão sendo literários, e não literais. Nesta mesma esteira, cumpre observar que, a literariedade tem sentido, ao passo que, a palavra testemunha para alguns etimologistas teria advindo do latim “testiculus”, que significa “testemunha”. Qual seria o sentido? A testemunha presenciaria o ato, mas não participaria dele. Como o testículo que presencia o ato genésico (sexual) sem dele participar. Será que veio do cenário e da vida de Abraão a ideia de testemunha?
III – O ZELO PELA ENDOGAMIA
A ideia de crente casar-se com crente permeia a nossa comunidade cristã, com esteio no texto paulino principalmente que traz o que segue: “Que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e o belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? (IICO 6:14,15). Com efeito, o que Paulo ensina é uma tradição abraâmica, uma vez que Abraão manifestou o seu zelo com a endogamia. O que é a endogamia? A endogamia é o casamento de dentro, ou seja, entre pessoas da mesma comunidade religiosa. Difere da exogamia que é o casamento entre pessoas de comunidades diferentes. O fato é que Abraão não quis que seu filho se casasse com uma ímpia. É bom de ver que os escritos apostólicos, mormente as encíclicas paulinas vão demonstrar como que é complicado para o crente casar-se com ímpio, o chamado casamento misto. Agora essas questões acendem debates gigantescos pois que por algumas interpretações pesadas, alguns confundem isso, com a cultura de castas, ou cultura de estratificação social. Cumpre observar que isso não tem esteio no ensino paulino nem tampouco apostólico, haja vista que em outro lugar Paulo combate a discriminação de classes (Colossenses 3:11). Porém, mostra a complicação do casamento misto, e orienta que se o cônjuge ímpio deixar o cônjuge cristão este não deve ser buscado para um possível restabelecimento conjugal (ICO 7). Muito provavelmente Paulo disse isso, em virtude do sofrimento que um casamento misto produz. Haja vista que se você se casa com um feiticeiro ele vai buscar impregnar a sua mente com as ideias fetichistas, totemistas, amuletistas etc. Neste passo, importa fazer nota que um forte exemplo disso foi Salomão que apesar de tanta sabedoria se deixou levar pela feitiçaria de mulheres estrangeiras que tomou para o seu hárem.
Acerca do cuidado de Abraão pode-se notar que Abraão pediu ao seu servo que mantivesse o seu filho Isaque longe da terra dos canaanitas (v.5, 6, 7, 8). O meu filho para canaã não deve retornar. É uma vedação ao retrocesso. Princípio esse agasalhado pela ciência jurídica. Até o verso 8º os termos do juramento foram expostos, e, logo depois o juramento foi firmado, por seu servo Eliézer. Percebe-se que foi palmilhado o caminho do pacto sob o temor de Deus, e a fé em que o Senhor enviaria o anjo para guiar à concreção do sonho de ter uma nora separada por Deus e para Deus. Dito isso, informa-se que o servo saiu para a cidade de Naor irmão de Abraão.
CONCLUSÃO:
Em derradeiras palavras, devo dizer que com esse texto podemos aprender com o exemplo de Abraão, o qual até na sua velhice foi cuidadoso para não entristecer a Deus e fazer tudo conforme a lei de Deus a fim de que a sua família fosse perenemente abençoada.
Do Conservo Alexandre R. Metello
GÊNESIS 24
A importância de ter a benção de Deus em tudo.
Objetivo geral:
Ensinar sobre a importância de ter a benção de Deus em tudo.
Objetivos específicos:
1 - Demonstrar que a velhice não se confunde com a velhez;
2 – Ensinar sobre o compromisso espiritual e moral na entrega do dízimo a Deus, e o dízimo como fonte de proteção e benção. Pensar na contribuição de Aristóteles com liame no escrito paulino e do Senhor Jesus.
3 – Discutir sobre a importância do pacto e a dicção: “colocar a mão por debaixo da coxa”;
4 – Defender a importância do casamento cristão de acordo com a canonicidade apresentada na Bíblia, apontando aspectos do casamento endogâmico e casamento exogâmico.
INTRODUÇÃO:
Inicialmente é necessário nos debruçar sobre o que está apresentado no verso 1º do citado capítulo 24 para vermos que, exsurge uma peculiaridade da vida de Abraão que deve ser tomada de “empréstimo” para as nossas vidas. Sendo assim, vejamos: “Abraão, já velho, tinha sido abençoado por Deus em tudo”. Isso me faz pensar sobre o que aprendi com a Filosofia que procura avidamente discrepar velhice que, tem aspecto cronológico (consequência temporal em nossa anatomia humana), de velhez que traz aspecto psicológico (consequência do entourecimento, ou seja, embrutecimento mental).
I – A BENÇAO DE DEUS EM TUDO
Apesar de “tudo” ser definido como um pronome indefinido pela língua portuguesa, há quem diga que o tudo desvela a forma de dar contorno de absoluto. Permitam-me o neologismo, o tudo ocorre quando Deus “absolutiza”. À vista disso, vale considerar que Abraão recebeu a benção in totum (quer dizer em sua totalidade) porque também foi fiel a Deus em tudo. A tudificação (mais um neologismo) decorre da fidelidade que Abraão manifestou precedentemente. Como tenho dito, de acordo com a ciência dos lógicos, antes do consequente temos o antecedente. A forma que Deus abençoou a Abraão tem espeque em sua fidelidade a Deus, conforme se pode ler em Gênesis 14, verso 20, como já vimos em lição anterior, Melquisedeque que no diálogo das fontes bíblicas (Gênesis e Hebreus), pode ser entendido como o Senhor Jesus Cristo em seu estado de manifestação prévia, recebeu de Abraão o dízimo de tudo. Gize-se: “Abraão deu o dízimo de tudo”. Na mesma calçada, devo dizer que, ao longo da minha vida, aprendi com o meu saudoso pai, desde tenra idade, que o dízimo é a chave que abre os segredos da prosperidade financeira. O que é dízimo de tudo? Se recebo valores de duas ou três fontes devo dizimar de todas elas. Se recebo o meu décimo terceiro, devo dizimar do décimo terceiro, se recebo valores extras devo dizimar de todos os extras que recebo. Isso é dizimar de tudo. Bom, foi isso que aprendi dos meus professores desde sempre. O dízimo é um compromisso espiritual com Deus e um compromisso moral com a igreja. E de acordo com Malaquias dízimo é proteção e benção (Malaquias 3:9, 10). Sobre esse assunto emergiu na minha mente uma lembrança do que ensinou Aristóteles que tem a ver com que Paulo ensinou sobre a avareza, apontando que a avareza é um estado idolátrico, ou seja, uma idolatria voltada para o dinheiro, e o que a Teologia Neotestamentária com base no que o Senhor Jesus Cristo ensinou chama de Mamonismo (adorador de Mamon: deus do dinheiro ou da fortuna: deusa da grana ou da “venturosidade”). Bom Aristóteles disse que a pessoa pode ser agente da liberalidade ou do seu contrário, avareza, (se for liberal fará coisas pequenas e boas), também pode ser agente da magnanimidade (fará coisas grandes) ou do seu contrário mesquinhez, e por fim, pode ser agente da magnificência (fará coisas excelentes) ou do seu contrário miséria. A igreja pode se unir, e se ela se unir fará coisas excelentes!
Noutra calçada, impende dizer que Abraão estava ainda com uma preocupação, qual seja, o futuro de seu filho, pois que, ele já senil precisava deixar o seu filho seguro, bem casado, com a vida definida. Indaga-se: Qual é o pai que não quer bem ao seu filho? O Senhor Jesus Cristo ensinou sobre o amor divino (Agápe) fazendo analogia com o amor paterno (LC 11:11) nos seguintes termos:
“Qual o pai dentre vós que, seu filho lhe pedir pão lhe dará pedra? Se lhe pedir peixe lhe dará uma serpente? E, se lhe pedir ovo lhe dará um escorpião?”
Face ao exposto, sabe-se que, via de regra, os pais querem o melhor para os seus filhos, porém, existem exceções em que se percebem transtornos afetivos, os quais atraem disputas incabíveis entre pais e filhos, ou até mesmo descaso ou desprezo ou rejeição. Máxime em casos em que existe envolvimento com bebidas, tóxicos e drogas afins. De posse da preocupação com o futuro, Abraão chamou Eliézer (mordomo mais velho e de confiança que cuidava de tudo na casa de Abraão) e pediu que ele lhe fizesse um juramento. Penso, como é bom ter gente fiel ao nosso lado! Gente à qual podemos depositar confiança.
II - O JURAMENTO
A respeito do juramento, alguns bons intérpretes afirmam que o texto apresenta um eufemismo, pois que quando se colhe: “Põe a tua mão agora debaixo da minha coxa” (V. 2). A tradução “coxa” vem do vocábulo hebraico “Yreki” que significa “coxa”, extremidade, extremo, a parte posterior, com base nisso há quem diga que pode coxa significar “testículo”. Não sei se isso é verdade, se é verdade, o eufemismo acontece desde a origem textual, veja, desde a fonte da dicção no próprio hebraico, pois que o tradutor, nesse caso, foi absolutamente fiel ao texto hebraico, trazendo uma tradução literal. Então, nesse caso, os intérpretes que defendem se tratar de “testículo”, estão sendo literários, e não literais. Nesta mesma esteira, cumpre observar que, a literariedade tem sentido, ao passo que, a palavra testemunha para alguns etimologistas teria advindo do latim “testiculus”, que significa “testemunha”. Qual seria o sentido? A testemunha presenciaria o ato, mas não participaria dele. Como o testículo que presencia o ato genésico (sexual) sem dele participar. Será que veio do cenário e da vida de Abraão a ideia de testemunha?
III – O ZELO PELA ENDOGAMIA
A ideia de crente casar-se com crente permeia a nossa comunidade cristã, com esteio no texto paulino principalmente que traz o que segue: “Que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e o belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? (IICO 6:14,15). Com efeito, o que Paulo ensina é uma tradição abraâmica, uma vez que Abraão manifestou o seu zelo com a endogamia. O que é a endogamia? A endogamia é o casamento de dentro, ou seja, entre pessoas da mesma comunidade religiosa. Difere da exogamia que é o casamento entre pessoas de comunidades diferentes. O fato é que Abraão não quis que seu filho se casasse com uma ímpia. É bom de ver que os escritos apostólicos, mormente as encíclicas paulinas vão demonstrar como que é complicado para o crente casar-se com ímpio, o chamado casamento misto. Agora essas questões acendem debates gigantescos pois que por algumas interpretações pesadas, alguns confundem isso, com a cultura de castas, ou cultura de estratificação social. Cumpre observar que isso não tem esteio no ensino paulino nem tampouco apostólico, haja vista que em outro lugar Paulo combate a discriminação de classes (Colossenses 3:11). Porém, mostra a complicação do casamento misto, e orienta que se o cônjuge ímpio deixar o cônjuge cristão este não deve ser buscado para um possível restabelecimento conjugal (ICO 7). Muito provavelmente Paulo disse isso, em virtude do sofrimento que um casamento misto produz. Haja vista que se você se casa com um feiticeiro ele vai buscar impregnar a sua mente com as ideias fetichistas, totemistas, amuletistas etc. Neste passo, importa fazer nota que um forte exemplo disso foi Salomão que apesar de tanta sabedoria se deixou levar pela feitiçaria de mulheres estrangeiras que tomou para o seu hárem.
Acerca do cuidado de Abraão pode-se notar que Abraão pediu ao seu servo que mantivesse o seu filho Isaque longe da terra dos canaanitas (v.5, 6, 7, 8). O meu filho para canaã não deve retornar. É uma vedação ao retrocesso. Princípio esse agasalhado pela ciência jurídica. Até o verso 8º os termos do juramento foram expostos, e, logo depois o juramento foi firmado, por seu servo Eliézer. Percebe-se que foi palmilhado o caminho do pacto sob o temor de Deus, e a fé em que o Senhor enviaria o anjo para guiar à concreção do sonho de ter uma nora separada por Deus e para Deus. Dito isso, informa-se que o servo saiu para a cidade de Naor irmão de Abraão.
CONCLUSÃO:
Em derradeiras palavras, devo dizer que com esse texto podemos aprender com o exemplo de Abraão, o qual até na sua velhice foi cuidadoso para não entristecer a Deus e fazer tudo conforme a lei de Deus a fim de que a sua família fosse perenemente abençoada.
Do Conservo Alexandre R. Metello